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Poemas Existencialistas
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| Prefácio,
por Paulo Dantas |
Bernardo
Castello Branco nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1929, residindo
em São Paulo desde a infância.
Estudou
alemão com seu pai e posteriormente procurou ler nos originais
alguns textos de Husserl e Heidegger sobre suas investigações
lógicas e idéias relativas à fenomenologia.
O
existencialismo do "L'être et le nêant" de Sartre, na
edição de 1949, posteriormente, impressionou-o bastante
no após guerra e na década de 50; devido à
montagem que se fazia querendo ligar-se Heidegger ao nazismo e Sartre
ao progressismo comunista, contextos hoje superados ideologicamente;
já que Sartre se apoiou filosoficamente em Heidegger, Bernardo
procurou tomar um caminho livre no seu pensamento.
Não
são apenas poemas, são textos para meditação
sofística da ultrapassagem, do ser da existência, do
tempo, do ente ao nada. Metafísica existencialista e ontologia
transcendental.
Os
caminhos percorridos na vida, com todas as suas preocupações
que levam ao limiar da angústia, conduzem à linha
do precipício na qual se avista o nada.
Assim,
para Bernardo, a busca da perfeição total e final,
afinal, do Universo, é o encontro com o NADA.
Daí
a necessidade, no meio das preocupações da vida, de
alcançar-se a linha nadificante que conduz ao niilismo perfeito;
o grande nada; o fim do caminho.
No
final da década de 40, Bernardo, após tomar conhecimento
de Martin Heidegger e posteriormente de Jean-Paul Sartre, tornou-se
existencialista não só como poeta e pensador, porém
de corpo e alma.
Possui
uma coletânea de poemas intitulada "Autêntica Existência"
ainda não publicada, escrita entre 1949 e princípios
dos anos 60, cujo conteúdo se "inspira" ou cujo "espírito"
parte dos "caminhos" pelos quais caminhou Heidegger.
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